sábado, 13 de julho de 2013

Resumo Saúde Mulher - parte 3

Métodos anticoncepcionais 

Seja para evitar uma gravidez não programada ou para se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis, os métodos anticonceptivos devem fazer parte da vida dos brasileiros. Por este motivo, o Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente à população oito tipos de métodos contraceptivos. São eles: preservativos feminino e masculinos (camisinha), pílula oral, minipílula, injetável mensal, injetável trimestral, dispositivo intrauterino (DIU), pílula anticoncepcional de emergência (mais conhecida como pílula do dia seguinte), diafragma e anéis medidores.
É possível retirar gratuitamente nos postos de saúde o método anticoncepcional mais adequado às suas necessidades. Por meio do programa Farmácia Popular, o governo também oferece estes medicamentos a baixo custo (o desconto chega a 90%, valor esse que é subsidiado pelo governo federal) – com exceção da pílula de emergência, do DIU e do diafragma.
Mas, antes de retirar o contraceptivo, marque uma consulta com um ginecologista. Este profissional poderá ajudar a indicar o método mais adequado ao seu estilo de vida e também com base no seu histórico e atual estado de saúde.
Importante reforçar que o uso de todos os métodos anticonceptivos deve ser combinado com o de camisinha (masculina ou feminina). Desta forma, mulheres e homens evitam contrair doenças sexualmente transmissíveis.
Confira as características de cada método anticoncepcional:
Pílula oral
Com percentual de 99,8% de eficácia, elas são feitas com hormônios parecidos com os que são produzidos pelo próprio corpo: o estrogênio e a progesterona. Age impedindo a ovulação e dificultando a passagem dos espermatozóides para o interior do útero. Devem ser tomadas diariamente, de preferência no mesmo horário.
Anticoncepcional injetável mensal
Com aplicação mensal, normalmente nas nádegas, o anticoncepcional injetável é semelhante à pílula. É prático, pois não exige que seja administrado diariamente e possui menos efeito colaterais no estômago do que o comprimido. Por ser uma solução oleosa, é liberada a mesma quantidade de hormônios da pílula diária e a menstruação ocorre normalmente.
Dispositivo intrauterino (DIU)
Trata-se de uma estrutura de metal que tem ação espermicida intrauterina, ou seja, que impede que o espermatozóide chegue ao óvulo. Pode ficar até cinco anos dentro do corpo da mulher. É necessário que um médico insira o dispositivo no útero.
Sua eficácia contra a gravidez é de 99,6% e, os efeitos colaterais podem ser o aumento do sangramento menstrual, da duração da menstruação e da incidências de cólicas. Não é recomendado para mulheres com anemia severa justamente porque aumenta o fluxo menstrual, e, assim, poderia agravar a doença.
Diafragma
Com uma estrutura em látex, o diafragma é um método de barreira móvel, ou seja, que pode ser colocado e retirado da vagina. Para ser eficiente, deve ser colocado duas horas antes da relação sexual e retirado entre quatro e seis horas após o sexo. É combinado com gel espermicida. Após o uso, deve ser lavado com água e sabão. Sua durabilidade é de cerca de dois anos.
Anéis medidores
O anel vaginal é um método hormonal que traz uma formulação semelhante à da pílula anticoncepcional (etonogestrel e etinilestradiol), mas dispensa o uso do gel espermicida. Deve ser introduzido pela vagina e acomodado no colo do útero no quinto dia de menstruação, permanecendo ali por três semanas. Não traz desconforto e normalmente não é sentido durante as relações sexuais.
Preservativos feminino e masculino
São os métodos mais seguros, já que além de evitar a gravidez, também protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids.
De fácil manipulação, a capa fina de borracha da camisinha masculina cobre o pênis durante a relação sexual e impede o contato do sêmen com a vagina, o ânus ou a boca. O esperma fica retido e os espermatozóides não entram no corpo da mulher. Deve ser descartada após o uso. Nunca use mais de uma camisinha e verifique se ela não está furada antes de usar.
Já a camisinha feminina pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual  e também é um método de barreira que não deixa com que o espermatozóide entre no corpo feminino.
Feita com um plástico mais fino e mais lubrificado que a camisinha masculina, o anel interno deve ser inserido na vagina, enquanto que o externo deve ficar para fora do corpo, cobrindo a parte externa da vagina. Não é recomendado o uso combinado de camisinha feminina e masculina simultaneamente.
A camisinha feminina pode ser retirada imediatamente após a saída do pênis, de preferência antes da mulher se levantar para evitar que o esperma escorra. É necessário segurar as bordas do anel externo, dar uma leve torcida na camisinha e puxá-la delicadamente para fora.
Pílula anticoncepcional de emergência (pílula do dia seguinte)
Esse medicamento só deve ser usado em caso de emergência, como, por exemplo, quando a camisinha estourou ou não houve uso de preservativo na relação sexual. Jamais deve ser adotado como método usual de proteção.
De acordo com Rodolfo Strufaldi, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) e professor assistente de ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC, o uso frequente da pílula de emergência pode causar alterações no ciclo menstrual. É preciso de receita médica para retirar esse medicamento.
As duas pílulas que compõem uma dose devem ser ingeridas com intervalo de 12 horas. Elas concentram alta dose hormonal (o equivalente a oito pílulas anticoncepcionais de uso prolongado), que vai retardar a ovulação e, assim, dificultar a gestação. A ocorrência de sangramento, ou a ausência do mesmo, está ligada ao período do ciclo menstrual da mulher.
Minipílula e injeção trimestral
Para mulheres em amamentação, o Ministério da Saúde oferece dois métodos contraceptivos, que podem ser introduzidos seis semanas após o parto: a minipílula, administrada via oral, e a injeção trimestral.
A combinação entre a prolactina (hormônio que estimula a produção do leite materno), com a progesterona (hormônio que prepara organismo para a fecundação) cria a barreira que impede uma nova gravidez durante a amamentação.
Para as mulheres que tiveram filhos, mas que por algum motivo não podem amamentar, a recomendação é que cerca de 40 dias após o parto seja introduzida a pílula anticoncepcional comum.
Métodos definitivos
Segundo a Lei do Planejamento Familiar, pessoas com mais de 25 anos e pelo menos dois filhos vivos, ou naqueles casos em que há risco de vida para a mulher ou para o futuro bebê, podem usar os métodos contraceptivos definitivos, como a ligadura das trompas de falópio para as mulheres, ou a vasectomia nos homens.

Os dois procedimentos impedem que os espermatozóides atinjam o óvulo. É necessário aguardar 60 dias entre a manifestação da vontade de fazer a cirurgia e sua execução. Por serem métodos de difícil reversão são chamados de definitivos.

Fonte: Ministério Saúde

Resumo saúde Mulher - 2 parte

Resumo: Ovulação e Menstruação

Fisiologia

O ciclo reprodutor feminino é chamado comumente de ciclo menstrual. Ele é o resultado da atuação de diversos fatores (externos, hormonais, etc.) englobando a ação de múltiplas glândulas.

Ovulação
Mensalmente o hipotálamo - uma coleção de células cerebrais especializadas - libera um hormônio (GnRH fator ou hormônio liberador de gonadotrofinas- peptídeo pequeno com 10 aminoácidos) que vai atuar na porção anterior da hipófise, dita adeno-hipófise.
A hipófise reage produzindo o Hormônio Folículo Estimulante (FSH) que atua nos ovários estimulando grupos de células - folículos (folículos de Graaf – bolsa de líquido que contém ovulo ou oócitos) - a se desenvolverem(em média 15 a 20 foliculos). Na medida que estes folículos vão se desenvolvendo(amadurecendo) ele vai migrando para a superfície externa do ovário e inicia a secreção do hormônio estrógeno que atua a nível uterino, fazendo com que o endométrio comece a crescer, a proliferar (chega a 4 a 6 vezes seu tamanho normal). Esta parte do ciclo menstrual é dita fase proliferativa. O estrógeno(estradiol) atua também em nível de colo de útero que passa a produzir o muco cervical. Apesar de vários folículos começarem a se desenvolver, apenas um chega à plena maturidade. Os outros, depois de um curto tempo de atividade, mais ou menos no sétimo dia do ciclo, o FSH começa a diminuir e com a falta desse hormônio alguns folículos, involuem sofrendo um processo de cicatrização.
Neste meio tempo a quantidade de estrógeno alcança níveis elevados, o que inibe a secreção por parte da hipófise do FSH e faz que ocorra a liberação de outro hormônio hipofisário - Hormônio Luteinizante (LH). Este hormônio alcança rapidamente uma concentração sanguínea máxima (pico) o que influencia o folículo ovariano, fazendo que após 12hs ocorra à ruptura e a liberação do óvulo, que se encontra no seu interior (muito do LH secretado é retirado pelos rins e sai na urina Por isso, a medida de LH na urina pode ser utilizada para detectar um período muito próximo da ovulação). Quando o óvulo deixa o folículo, as células restantes transformam-se em uma estrutura amarela chamada de corpo lúteo(vida útil de 10 dias), que passa a produzir progesterona além do estrógeno. A progesterona atua fortemente no útero fazendo com que as glândulas que proliferaram na fase anterior parem de crescer e comecem a secretar substâncias nutritivas (leite uterino rico em carboidratos), preparando o útero para a fixação do ovo. Além disto, atua no cérvix uterino alterando as características do muco cervical, que se torna mais fluido e aquosa.
Este muco que, na fase anterior, apresentava morfologia microscópica em rede, dispõem as suas “fibras” paralelamente para permitir a movimentação e ascensão dos espermatozóides. Esta fase é dita secretória. O estrógeno e a progesterona circulantes atuam no eixo hipotalâmico-hipofisário inibindo a secreção de seus hormônios. 

Menstruação
                        Se não ocorrer a fertilização do óvulo este morre e se desintegra. O ovário para de produzir os seus hormônios.O folículo que ovulou regride cicatrizando-se passando a ser chamado cicatriz branca ou corpus albicans.
Mas, a mais importante alteração nota-se a nível de endométrio. Lá, ocorre inicialmente uma intensa constrição dos vasos endometriais, o que ocasiona necrose do endométrio e coagulação do sangue retido nestes vasos;

Posteriormente as paredes vasculares e endomentrias enfraquecidas descamam e são expelidas pelo colo do útero no processo chamado de menstruação. Depois de, aproximadamente, 48 horas após o início da menstruação, todas as camadas pertencentes à porção mais externa do revestimento endometrial, irão se separar na cavidade uterina. Geralmente, depois de três a sete dias, termina a perda de sangue, que pode chegar até 50 ml.

Ciclo Menstrual Resumão

1- Duração: 28 dias, em média.
2- início: a partir do primeiro dia de perda sangüínea.
3- duração da menstruação: as perdas sangüíneas duram em média 3 a 5 dias.
4- Data da ovulação: ocorre geralmente na metade do ciclo (14º dia)
5- Duração do ovócito II: 36 a 48 horas
6- Duração do espermatozóide: 48 a 72 horas
7- Período de fertilidade: 3 a 4 dias antes e depois da ovulação
8- Menarca: é a primeira menstruação, ocorrendo geralmente entre 12 e 14 anos.
9- Menopausa: última menstruação, ocorrendo 43 a 53 anos.
10- Menacme: Corresponde ao período de fertilidade de mulher (menarca à menopausa)
11- Climatério: conjunto de alterações que antecedem, acompanham e vão além da menopausa.

Fonte : Eu

Resumo Sobre Saúde da Mulher - 1 parte


Políticas de assistência à mulher

Desde 1983, com a criação do Programa Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), a atenção federal à saúde da mulher deixou de ser unicamente voltada para a relação materno-infantil para incorporar a assistência em todas as etapas da vida. O programa deu ênfase a preocupações com doenças ginecológicas prevalentes, prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e Aids, além de assistência às mulheres vítimas de violência.

Nos últimos 20 anos, o Brasil também apresentou grande avanço na redução da mortalidade materna e infantil, de acordo com dados da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH). Em 1990, a razão de morte infantil era de 47,1 por mil nascidos vivos, e a mortalidade materna era de 140 por mil nascidos vivos. Na última análise, feita em 2011, a razão de mortalidade infantil foi de 16 por mil nascidos vivos. As mortes maternas estão estimadas em 69 por mil nascidos vivos.

Em 2008, a preocupação com a saúde da mulher ganhou força com a implantação do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (II PNPM). Ele ampliou e aprofundou a atuação do governo na promoção de políticas de igualdade e justiça social com a inclusão de novos eixos estratégicos, que foram somados aos já existentes no I Plano, como a participação das mulheres nos espaços de poder e decisão; desenvolvimento sustentável no meio rural, na cidade e na floresta, com garantia de justiça ambiental, inclusão social, soberania e segurança alimentar; e direito à terra, moradia digna e infraestrutura social nos meios rural e urbano.

Entre outras metas para o período de 2008 a 2011, o II PNPM propôs a redução em 15% da mortalidade materna, o aumento em 15% do número de mamografias na população feminina, a disponibilização de métodos anticoncepcionais em 100% dos serviços de saúde e o aumento em 60% do número de exames citopatológicos (estudos das células) em mulheres com idade entre 25 e 29 anos.

Os principais problemas de saúde enfrentados atualmente pelas brasileiras foram apontados no Painel de Indicadores do SUS (Sistema Único de Saúde), publicado em 2007. No ano 2005, 63.542 mulheres de 10 a 49 anos morreram no Brasil. Destas, 1.619 tiveram óbitos relacionados a complicações na gravidez, parto e pós-parto. De acordo com o SUS, são exemplos de mortes que podem ser evitadas em sua quase totalidade, e seu enfrentamento tem sido prioridade para o Ministério da Saúde.

Outro dado importante do estudo mostra que o câncer continua sendo uma das principais causas de falecimento entre as mulheres do País. Ao todo, em 2005, 67.833 mulheres morreram em consequência da doença, das quais 10.208 por câncer de mama e 4.506 por câncer de colo de útero. No entanto, a taxa de mortalidade por câncer de mama, que cresceu da década de 80 até a virada do milênio, estabilizou-se nos cinco anos seguintes. Segundo o relatório, isso se explica pelo maior acesso aos exames de detecção precoce, e mostra como a prevenção é fundamental no combate à doença.

O governo continua promovendo ações para avançar na luta pelos direitos humanos e na melhoria da saúde pública para a mulher. Em dezembro de 2011, a capital Brasília foi palco da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que teve como objetivo a atualização e a definição de prioridades para o próximo período, tendo por base as ações propostas no II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.


Fonte: MS

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Agradecimento

Gostaria de agradecer à todos os meus queridos amigos(alunos), que tive o prazer de conhecer no decorrer desses 3 anos na FARES. Muito obrigado , pelo carinho, atenção, comprometimento, que vocês todos tiveram comigo.  Muito obrigado por fazerem parte da minha vida.
Deixo essa instituição com o sentimento de tristeza,porém feliz com o trabalho semeado e as amizades cultivadas, isto é, sentimento de dever cumprido.
























sábado, 22 de junho de 2013

Entenda o que é o Ato Médico

Motivo de polêmica entre profissionais da saúde, o Ato Médico foi aprovado na noite desta terça (18) no plenário do Senado. A matéria segue para a apreciação da presidenta Dilma Rousseff, que deverá decidir se sanciona ou não o texto. A medida preocupa enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, nutricionistas, fonoaudiólogos, assistentes sociais e outras categorias que temem ter algumas de suas funções limitadas pela nova legislação.
O Ato Médico é o nome dado ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 268/2002 e ao Projeto de Lei (PL) 7703/2006. Eles buscam regulamentar o trabalho do médico que, embora seja uma profissão milenar, não possui na legislação brasileira uma enumeração de suas atribuições. Como o tema de ambos os projetos é exatamente o mesmo, a tramitação foi realizada de forma conjunta.
Autonomia
O ponto mais polêmico do Ato Médio é o artigo 4º, que define as atividades privativas do médico. Entre elas está a "formulação de diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica". O Conselho Federal de Medicina (CFM) entende que o texto não fere a autonomia dos demais profissionais, que podem realizar diagnósticos nas suas áreas de atuação.
No entanto, outras categorias que atuam na saúde tecem críticas, argumentando que a redação não é clara o suficiente e deixa brechas. Em uma entrevista para o portal do Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais (Cress-MG), a psicóloga Lourdes Machado ressaltou que a nova lei é um risco para a ideia de saúde multiprofissional, uma vez que a prescrição de tratamento se torna prerrogativa do médico.
"Se um usuário do sistema de saúde apresentar um quadro psicológico relacionado a um problema de obesidade e um psicólogo considera que deve encaminhá-lo a um nutricionista, ele não terá essa autonomia. Precisa primeiro encaminhá-lo a um médico, que avaliará a necessidade e a pertinência da indicação", exemplifica Lourdes.
Já Raimunda Ferreira, do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), também critica uma possível redução que a Lei causaria no exercício profissional dos assistentes sociais. Isso porque outra função que a legislação define como privativa aos médicos é a "indicação de internação e alta médica nos serviços de atenção à saúde". "A decisão de conceder alta a um paciente deve levar em conta as suas condições de vida e moradia, seu histórico familiar, etc. Um assistente social que realiza visitas domiciliares pode dizer se o ambiente doméstico favorece ou não a recuperação do paciente. Mas se não há diálogo e a palavra do médico é decisiva, o trabalho perde o sentido”, explica Raimunda.
Segurança
O Portal do CFM expôs em sua página principal, nesta quarta (19), uma nota mencionando a importância da aprovação no Senado. Segundo o CFM, "a identificação e o tratamento de doenças exigem conhecimentos específicos e preparação que são conferidos apenas pelos cursos de medicina". Além disso, a categoria defende que a regulamentação oferece à população mais segurança, uma vez que terá ciência de quais são as atribuições dos médicos.
Contudo, diversos profissionais acreditam que o texto pode confundir em vez de dar segurança. O artigo 4º define que os procedimentos invasivos dependem de indicação médica e o artigo 5º reforça que injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e intravenosas não precisam ser realizadas por médicos, desde que tenham uma prescrição. O Conselho Federal de Enfermagem (CFE) chegou a questionar se a categoria poderá participar das campanhas de vacinação do SUS e se os enfermeiros deverão exigir prescrição médica de todos os usuários que se apresentarem para receber a injeção.
Também os tatuadores levantaram a preocupação com o mesmo artigo, uma vez que realizam uma atividade invasiva o que, segundo o Ato Médico, depende de prescrição. No rol da polêmica, movimentos em favor de terapias alternativas como a homeopatia e a acumputura receberam oapoio do senador Aloysio Nunes (PSDB/SP), para quem o texto se apega em excesso aos detalhes da medicina ocidental e desconsidera a influência cada vez maior de outras tradições.
Edição: Leyberson Pedrosa








terça-feira, 18 de junho de 2013

Adesivos podem substituir agulhas em vacina do futuro, dizem cientistas


Novo método abre caminho para vacinas de uso fácil para doenças como a malária
Novo método abre caminho para vacinas de uso fácil para doenças como a malária

Um adesivo que é colocado na pele para aplicar vacinas de forma barata e eficaz foi apresentado durante a conferência TEDGlobal em Edimburgo, na Escócia.

Substituir a agulha por um nanoadesivo pode transformar a prevenção de doenças mundo afora, disse o inventor da tecnologia, o pesquisador Mark Kendall, da University of Queensland, em Brisbane, Austrália.

Segundo ele, o novo método abre caminho para vacinas de uso fácil para doenças como a malária, por exemplo.

Outros especialistas deram boas vindas à novidade, mas disseram que o método pode não ser apropriado para todos os pacientes.

A série de conferências TEDGlobal (a sigla inglesa TED quer dizer "Think, Exchange, Debate" ou "Pense, Troque, Debata") é realizada anualmente em diferentes partes do mundo. Ela é financiada pela fundação privada sem fins lucrativos Sapling Foundation, que promove a circulação de grandes ideias pelo mundo.

Método antigo

A palestra de Kendall em Edimburgo teve uma simbologia histórica: há 160 anos, na capital escocesa, Alexander Wood pediu a primeira patente para a agulha e a seringa.

"A patente era quase idêntica às agulhas que usamos hoje. É uma tecnologia de 160 anos", disse Kendall.

Aliada à água limpa e saneamento, ela cumpriu um papel fundamental no aumento da longevidade em todo o mundo, acrescentou. Mas para Kendall, talvez tenha chegado a hora de atualizarmos essa tecnologia.

O nanoadesivo é baseado na nanotecnologia - que permite manipular a matéria em escala atômica e molecular, ou seja, em dimensões infinitamente pequenas.

Ele supera algumas das desvantagens mais óbvias de vacinas convencionais, como o medo da agulha e a possibilidade de contaminação provocada pelo uso de agulhas sujas.

Mas há outras razões pelas quais o método pode ser transformador, disse o professor.

Milhares de minúsculas saliências no adesivo perfuram a pele e liberam a vacina, que é aplicada, seca, sobre a pele.

"As saliências no adesivo trabalham com o sistema imunológico da pele. Nosso alvo são essas células, situadas a um fio de cabelo de distância da superfície da pele", disse Kendall.

"Talvez estejamos errando na mira e deixando de atingir o ponto imunológico exato, que pode estar na pele e não no músculo, que é onde as agulhas tradicionais vão".

Em testes feitos no laboratório de Kendall na University of Queensland, o adesivo foi usado para administrar a vacina contra gripe.

A equipe australiana disse ter notado que as respostas para vacinas aplicadas por meio do nanoadesivo foram completamente diferentes daquelas aplicadas com o uso da seringa tradicional.

"Isso significa que nós podemos trazer uma ferramente completamente diferente para a vacinação", disse o pesquisador.

A quantidade de vacina necessária, por exemplo, é muito menor - até um centésimo da dose normal.

O preço de "uma vacina que custa US$ 10 pode ser reduzido para US$ 0,10, o que é muito importante no mundo em desenvolvimento", acrescentou.

Vacinas sem efeito

Outro ponto fraco das vacinas tradicionais é que, por serem líquidas, precisam ser mantidas no refrigerador, desde o laboratório até a clínica onde é feita a vacinação.

"Metade das vacinas aplicadas na África não estão funcionando direito por causa de falhas na refrigeração em algum momento".

Quando Kendall disse, durante a conferência, que a vacina nanoadesiva poderia ser mantida a 23ºC durante um ano, a plateia respondeu com aplausos calorosos.

Um representante da Brithish Society for Immunology, a sociedade britânica de imunologia, deu boas vindas à tecnologia, mas fez algumas ressalvas.

"Essa abordagem traz esperanças de vacinação fácil e em grande escala, já que ela tem como alvo um tipo de célula imunológica chamada célula Langerhans, que existe em abundância na pele", disse Diane Williamson".

"Essas células absorvem avidamente a vacina e são capazes de desencadear a resposta imunológica".

"Porém, um dos problemas em potencial na aplicação (da vacina) sobre a pele é o tempo de aplicação e como garantir a administração da quantidade adequada de vacina".

"Além disso, talvez haja problemas de tolerância do adesivo em alguns pacientes. Mas se esses problemas puderem ser superados, o nanoadesivo tem o potencial de substituir a aplicação convencional, baseada em aplicação intramuscular por agulha".

O nanoadesivo começará a ser testado em breve na Papua Nova Guiné, onde suprimentos de vacina são escassos.

Kendall disse que acha difícil imaginar um mundo sem agulhas e seringas tradicionais, mas espera que o novo método possa ser utilizado em grande escala.


FONTE: UOL

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Apostila

Estou disponibilizando a apostila da LEI COMPLEMENTAR Nº 053 DE 31 DE DEZEMBRO DE 2001, que será cobrado no próximo concurso do Estado, Baixem é obrigatório ler essa apostila.

LEI COMPLEMENTAR Nº 053 DE 31 DE DEZEMBRO DE 2001


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Influenza Aprender e Cuidar


Boa Noite Pessoal

                     Boa noite meu caros colegas de profissão, alunos e amigos sei que estou distante do blog, porém tenho a justificativa pois como estamos no final do semestre letivo as coisas ficam muito agitadas nas disciplinas que estou administrando. Assim sendo, logo me organizarei e voltarei com carga total,com muitas novidades aqui no site. 
Um Grande abraço à Todos!