domingo, 14 de julho de 2013

Prova de Lógica para Enfermeiro - CET 2008

Questão 26
Uma escola promoveu um debate sobre a utilização de células tronco em pesquisa médica para saber, caso a lei regulamentadora fosse aprovada, se tal utilização traria mais benefícios que prejuízos à população. Foram coletados os dados que seguem. Dos 52 estudantes que acreditam que a utilização de células tronco pode trazer benefícios à população, 20 são do sexo feminino; Na amostra existem 90 meninos. Um total de 111 estudantes acreditam que a utilização de células tronco pode trazer prejuízo à população. O número de meninas que participou do debate foi de
(A) 71.
(B) 72.
(C) 73.
(D) 74.

Questão 27
Ao ser interrogada em uma delegacia, a testemunha de um assalto não consegue determinar com precisão o horário em que ele ocorreu. Ela diz que foi entre 18h e 19h e que viu, em um relógio próximo ao evento, que o ponteiro das horas e dos minutos se encontravam num mesmo ponto. De posse destes dados, a polícia concluiu que o assalto ocorreu às
(A) 18h.
(B) 18h30min.
(C) 18h45min.
(D) 19h.

Questão 28
Quatro amigos reúnem-se depois de anos sem se ver e conversam, descontraidamente, em torno de uma mesa quadrada. Raul, o mais velho, é de Pernambuco. Entre eles, há também um paulista, um carioca e um mineiro. João está sentado à direita de Raul; Marcelo, à direita do paulista; Agnaldo, que não é carioca, está sentado à frente de João. Assim:
(A) Marcelo é mineiro e Agnaldo é paulista.
(B) Marcelo é paulista e Agnaldo é carioca.
(C) João é mineiro e Agnaldo é paulista.
(D) João é paulista e Agnaldo é mineiro.

Questão 29
Se Carlos briga com Andréa, então Andréa vai ao cinema. Se Andréa vai ao cinema, então Berenice fica em casa. Se Berenice fica em casa, então Daniel briga com Berenice. Ora, se Daniel não briga com Berenice, logo
(A) Berenice não fica em casa e Carlos não briga com Andréa.
(B) Berenice fica em casa e Andréa vai ao cinema.
(C) Berenice não fica em casa e Andréa vai ao cinema.
(D) Berenice fica em casa e Carlos briga com Andréa.

Questão 30
Um relógio adianta 3 minutos a cada período de 42 horas. Se este relógio mantiver o mesmo ritmo, quantos minutos serão adiantados em uma semana?
(A) 10 (B) 11 (C) 12 (D) 13

Questão 31
Quatro casais se reúnem para jogar xadrez. Como há apenas um tabuleiro, eles combinam que:
- nenhuma pessoa pode jogar duas partidas seguidas;
- marido e esposa não jogam entre si.
Na primeira partida Rafaela joga com Alberto. Na segunda, Ana joga contra o marido de Beatriz. Na terceira, a esposa de Alberto joga contra o marido de Ana. Na quarta, Rafaela joga contra Fernando. E na quinta partida, a esposa de Gustavo joga contra Alberto. A esposa de Tiago e o marido de Helena são, respectivamente,
(A) Rafaela e Alberto.
(B) Ana e Tiago.
(C) Beatriz e Gustavo.
(D) Helena e Fernando.

Questão 32
O número que completa a seqüência 2, 7, 12,17, 22 ... é
(A) 24. (B) 25. (C) 26. (D) 27.

Questão 33
Para fazer refresco de maracujá de uma determinada marca, a embalagem determina, em suas instruções, que sejam misturados 2 copos de suco concentrado com 5 copos de água para cada litro de refresco. Em uma festinha de aniversário foram preparados 5 litros deste refresco. Assim, precisou-se misturar
(A) 3 copos de suco concentrado com 10 copos de água.
(B) 5 copos de suco concentrado com 25 copos de água.
(C) 10 copos de suco concentrado com 15 copos de água.
(D) 10 copos de suco concentrado com 25 copos de água.

Questão 34
Ao investigar um roubo, um grupo de detetives colheu evidências que convenceram o juiz sobre a verdade das afirmações que seguem.
I – Se Roberto é culpado, então Moacir é inocente.
II – Se Roberto é inocente, então Moacir e Adolfo são culpados.
III – Se Adolfo é inocente, então Moacir é culpado.
IV – Se Adolfo é culpado, então Roberto é culpado.
As evidências colhidas indicam, portanto, que
(A) Roberto, Moacir e Adolfo são inocentes.
(B) Roberto e Adolfo são culpados, mas Moacir é inocente.
(C) Roberto, Moacir e Adolfo são culpados.
(D) Roberto e Moacir são inocentes, mas Adolfo é culpado.

Questão 35
Um programa de TV foi reprisado com alterações.  Esta exibição se deu em 6 partes de 15 minutos, separadas por 5 intervalos de 4 minutos cada um. Se o programa começou às 20h45min, qual seu horário de término?
(A) 22h35min
(B) 22h15min
(C) 21h35min
(D) 21h15min

Questão 36
Duas pequenas fábricas de calçados, Pé Pequeno e Pé Grande, têm fabricado, respectivamente, 3000 e 1100 pares de sapatos por mês. Se a partir de janeiro a Pé Pequeno aumentar sucessivamente a produção em 70 pares por mês e a Pé Grande aumentar em 290 pares por mês, a produção da fábrica Pé Grande vai superar a produção da fábrica Pé Pequeno a partir do mês de
(A) março.
(B) maio.
(C) julho.
(D) setembro.

Questão 37
Se não durmo, como. Se estou com raiva, não durmo. Se durmo, não estou com raiva. Se não estou com raiva, não como. Logo
(A) não durmo, estou com raiva e não como.
(B) durmo, estou com raiva e não como.
(C) durmo, não estou com raiva e não como.
(D) não durmo, não estou com raiva e não como.

Questão 38
Em uma Universidade, fez-se uma pesquisa para saber das preferências dos alunos nas diversas disciplinas eletivas (que podem ser escolhidas para completar o currículo). Nesta pesquisa percebeu-se que todos os alunos de matemática são, também, alunos de inglês, mas nenhum aluno de inglês é aluno de história. Todos os alunos de português são também alunos de informática e alguns alunos de informática são também alunos de história. Como nenhum aluno de informática é aluno de inglês, e como nenhum aluno de português é aluno de história, então,
(A) pelo menos um aluno de português é aluno de inglês.
(B) pelo menos um aluno de matemática é aluno de história.
(C) nenhum aluno de português é aluno de matemática.
(D) todos os alunos de informática são alunos de português.

Questão 39
Se você reorganizar as letras da palavra “RAISP”, encontrará um nome de
(A) cidade.
(B) estado.
(C) país.
(D) continente.

Questão 40
Em um cofre são encontrados apenas pulseiras e anéis, que são de ouro ou de prata. Sabe-se que 80% das pulseiras são de prata e 10% das jóias são anéis. Qual a porcentagem de pulseiras de ouro que há no cofre?
(A) 10% (B) 18% (C) 30% (D) 63%

Questão 41
Os clientes de uma empresa são atendidos por 45 funcionários que se revezam em turnos, mas, por regra da empresa, devem manter a relação de 3 homens para 2 mulheres. É correto afirmar que nesta empresa dão atendimento
(A) 18 homens.
(B) 18 mulheres.
(C) 25 homens.
(D) 25 mulheres.

Questão 42
Os carros de Artur, César e Danilo são, não necessariamente nesta ordem, um Gol, um Pálio e um Celta. Um dos carros é cinza, o outro é verde e o outro é azul. O carro de Artur é cinza. O carro de Danilo é o Celta. O carro de César não é verde e não é Gol. As cores do Gol, do Pálio e do Celta são, respectivamente,
(A) cinza, verde e azul.
(B) azul, cinza e verde.
(C) azul, verde e cinza.
(D) cinza, azul e verde.

Questão 43
Uma companhia de ônibus realiza o trajeto entre as cidades de Jundiaí e Campinas. Dois ônibus saem simultaneamente, cada um de sua cidade, para percorrer o mesmo trajeto em sentidos opostos. O ônibus de número 143 sai de Jundiaí e percorre o trajeto com velocidade de 120 km/h. Enquanto isso, o ônibus 198 sai de Campinas e percorre a estrada com velocidade de 90 km/h. Considerando que nenhum deles realizou nenhuma parada durante seu trajeto, podemos afirmar que:
I – quando os dois ônibus se cruzarem na estrada, o de número 198 estará mais perto de Campinas que o de número 143.
II – quando os dois se cruzarem na estrada, o ônibus de número 143 terá andado por mais tempo que o ônibus de número 198.
(A) Somente a hipótese I está errada.
(B) Somente a hipótese II está errada.
(C) As duas hipóteses estão erradas.
(D) Nenhuma das hipóteses está errada.

Questão 44
No último concurso de dança promovido pelo Centro de Danças “Pé de valsa”, participaram 10 casais. De
quantas maneiras diferentes podem ser os resultados para os três primeiros lugares de casais vencedores do concurso?
(A) 720 (B) 360 (C) 180 (D) 90

Questão 45
A negação da afirmação “Se estiver chovendo, eu levo guarda-chuva” é:
(A) Se não estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva.
(B) Está chovendo e eu não levo o guarda-chuva.
(C) Não está chovendo e eu levo o guarda-chuva.
(D) Se estiver chovendo, eu não levo o guarda-chuva.


Divirtam !

GABARITO




Apostila de Raciocínio Lógico

Pessoal estou Disponibilizando uma boa Apostila de Raciocínio Lógico. Baixem é obrigatório.

Baixar

Só para Ajudar - Exercício de Raciocínio lógico






Gabarito
1-Resposta: Luís é médico e casado com Maria; Paulo é advogado e casado com Lúcia; Carlos é engenheiro e casado com Patrícia.
2 - e, 3-d, 4- b,5-a,6-b,
7-a(V) e B(F)
8-b
9-b
10-b

Valeu pessoal!

Exercício de Fixação - clínica cirúrgica

01 – (SESPA - Pára) De acordo com a Portaria nº 2.616/98, de 12/5/98, do Ministério da Saúde, as cirurgias são classificadas de acordo com o grau de contaminação. Uma cirurgia de apendicite supurada pode ser considerada do tipo:
(A) contaminada;
(B) infectada;
(C) potencialmente contaminada;
(D) potencialmente infectada;
(E) limpa.

02 - (SESPA - Pára) Os cuidados de enfermagem em centro cirúrgico são de fundamental importância para a segurança do procedimento a ser realizado. Em relação ao uso do bisturi elétrico, a placa neutra deverá ser posicionada:
(A) preferencialmente em áreas de proeminências ósseas;
(B) preferencialmente em áreas com grande quantidade de pelo;
(C) preferencialmente na região glútea após ser tricotomizada e umedecida;
(D) sob a panturrilha ou outra região de grande massa muscular;
(E) nos membros superior ou inferior direito após ser umedecido.

03 - (SESPA - Pára) A assistência de enfermagem prestada ao paciente em diálise peritonial, é extremamente minunciosa no que diz respeito à observações e aos controles. Dentre os cuidados que antecedem a instalação da diálise temos:
(A) massagens nas áreas de compressão;
(B) controle de diurese horária;
(C) aquecimento dos banhos;
(D) troca de curativos;
(E) pesagem do paciente.

04 - (SESPA - Pára) O cateterismo vesical de demora é um procedimento necessário em muitos casos, acerca do qual é correto afirmar que:
(A) a movimentação e mobilização do cateter, após sua inserção, é procedimento de rotina para evitar sua obstrução;
(B) o risco de infecção urinaria após o cateterismo é muito maior nos pacientes do sexo masculino que nas mulheres;
(C) o sistema de drenagem aberto é preferível ao fechado por diminuir o risco de infecção;
(D) para a deambulação do paciente, deve-se desconectar o equipo de drenagem no sistema fechado;
(E) se a bolsa de drenagem tiver que ficar acima do nível da bexiga do paciente, o equipo deverá ser pinçado para evitar fluxo retrógrado.

05 – (SESPA - Pára) “Para calcular o comprimento de inserção da sonda nasogástrica, o enfermeiro antes mede externamente, usando o corpo do paciente, colocando a extremidade distal da sonda na ponta do nariz do paciente, estendendo até o lóbulo da orelha e, a seguir, estendendo até __________.”.
A lacuna é corretamente preenchida por:
(A) “a região periumbilical inferior”;
(B) “a ponta do apêndice xifóide”;
(C) “a cicatriz umbilical”;
(D) “a costela inferior”;
(E) “a clavícula”.


Pessoal Espero que estejam gostando, não esqueçam de deixar comentários em baixo , para incentivar.
Até Mais! 



Gabarito
1- b, 2-d, 3-e, 4-e, 5-b

Resumo clínica cirúrgica - parte 3

Pessoal dão uma lida nesse assunto,pois se cair clínica cirúrgica, cai cuidados perioperatório ou cuidados em pacientes em pós operatório de cirurgia vascular, respiratório e renal (principalmente Diálise). Devido ser mais frequentes em concursos.

CUIDADOS PERIOPERATÓRIOS

O termo perioperatório é empregado para descrever todo o período da cirurgia, incluindo antes e após a cirurgia em si. As três fases dos cuidados perioperatórios são: Pré-operatório, Trans-operatório e Pós-operatório.

PRÉ-OPERATÓRIO: esse período tem início desde o momento em que o paciente recebe a indicação da operação e se estende até a sua entrada no centro cirúrgico. Esse período se divide em duas fases: pré-operatório mediato e pré-operatório imediato.
Pré-operatório Mediato: começa no momento da indicação da operação e termina 24 horas antes do seu início. Geralmente, nesse período o paciente ainda não se encontra
internado.
Neste período mediato, sempre que possível, o cirurgião faz uma avaliação do estado geral do paciente através de exame clínico detalhado e dos resultados de exames de sangue, urina, raios X, eletrocardiograma, entre outros. Essa avaliação tem o objetivo de identificar e corrigir distúrbios que possam aumentar o risco cirúrgico.
Tratando-se de cirurgias eletiv as, onde há previsão de transfusão sangüínea, muitas vezes é solicitado ao paciente para providenciar doadores saudáveis e compatíveis com seu tipo sangüíneo. Com essa medida pretende-se melhorar a qualidade do sangue disponível e aumentar a quantidade de estoque existente nos hemocentros, evitando sua comercialização.
Os cuidados de enfermagem aqui neste período compreendem os preparos psicoespiritual e o preparo físico.
 Consentimento cirúrgico:  Antes da cirurgia, o paciente deve assinar um formulário de consentimento cirúrgico ou permissão para realização da cirurgia. Quando assinado, esse formulário indica que o paciente permite a realização do procedimento e compreende seus riscos e benefícios, explicados pelo cirurgião. Se o paciente não compreender as explicações, o enfermeiro notifica ao cirurgião antes que o paciente assine o formulário de consentimento. Os pacientes devem assinar um formulário de consentimento para qualquer procedimento invasivo que exija anestesia e comporte risco de complicações.
Quando um paciente adulto está confuso, inconsciente ou não é mentalmente competente, um familiar ou um tutor deve assinar o formulário de consentimento. Quando o paciente tem menos de 18 anos de idade, um dos pais ou um tutor legal deve assinar o formulário. Pessoas com menos de 18 anos de idade, que vivem longe de casa e sustentam-se por conta própria, são considerados menores emancipados e assinam o formulário de consentimento. Numa emergência, o cirurgião pode ter que operar sem consentimento. No entanto, a equipe de saúde deve se esforçar ao máximo para obter o consentimento por telefone, telegrama ou fax. Todo enfermeiro deve estar familiarizado com as normas da instituição e com as leis estatais relacionadas aos formulários de consentimento cirúrgico.
Os pacientes devem assinar o formulário de consentimento antes que lhes seja administrado qualquer sedativo pré-operatório. Quando o paciente ou a pessoa designada tiver assinado a permissão, uma testemunha adulta também assina para confirmar que o paciente ou o indivíduo designado assinou voluntariamente. Em geral, a testemunha é um membro da equipe de saúde ou um empregado do setor de admissão. É responsabilidade do enfermeiro assegurar que todas as assinaturas necessárias figurem no formulário de consentimento, e que este se encontre no prontuário do paciente antes que ele seja encaminhado ao centro cirúrgico (CC).

Avaliação Pré-operatória: os cuidados pré-operatórios exigem uma avaliação completa do paciente. A avaliação varia, dependendo da urgência da cirurgia e de o paciente ter sido admitido no mes mo dia da cirurgia ou antes. No entanto, mesmo em emergências, o enfermeiro deve se esforçar ao máximo para coletar o maior número de dados possível. O quadro abaixo apresenta uma lista de informações importantes que devem ser obtidas durante a avaliação do paciente.



Quadro 1 - Avaliação Pré-operatória

REVISÃO DOS EXAMES DIAGNÓSTICOS E LABORATORIAIS PRÉ-OPERATÓRIOS

 •  Nível de consciência (confusão mental,  sonolência, não-responsividade)
• Hemograma completo
• Sinais vitais
• Tipagem sangüínea e prova de
•  Peso e altura
compatibilidade
• Integridade cutânea
• Eletrólitos séricos
•  Capacidade de se mover/deambular
• Urinálise
•  Nível de exercício
•  Radiografia de tórax
• Próteses
• Eletrocardiograma
• Condição circulatória
• Outros exames relacionados ao procedimento ou à condição clínica do paciente (ex. tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial, nitrogênio da uréia sangüínea, creatinina, outros estudos radiográficos)






AVALIAÇÃO DAS NECESSIDAS PSICOLÓGICAS

• Estado emocional
• Nível de compreensão do procedimento cirúrgico e das instruções pré e pós-operatórias .

REVISÃO DOS ANTECEDENTES MÓRBIDOS DO PACIENTE E PREPARO PARA A CIRURGIA

• Estratégias de enfrentamento
•  Sistema de apoio
•  Papéis e responsabilidades
•  Histórico da doença atual e razão da cirurgia

AVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES CULTURAIS

• Antecedentes mórbidos: condições clínicas agudas e crônicas, hospitalizações e cirurgias anteriores, qualquer problema anterior com anestesia, alergias, medicamentos atuais, uso de substâncias como álcool, tabaco, drogas ilícitas
•  Linguagem – necessidade de intérprete
•  Costumes particulares relacionados à cirurgia, à privacidade, à eliminação de
partes do corpo e a transfusões sangüíneas.
•  Revisão dos sistemas

AVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES FÍSICAS

•  Capacidade de comunicação

 Preparo psicoespiritual: o estado emocional influencia diretamente no funcionamento do corpo, conseqüentemente, o paciente que apresenta alterações nesta área (ansiedade, estresse) poderá ter um comprometimento na sua evolução pós-operatória. As principais intervenções de enfermagem compreendem:

a)  Explicar ao paciente a sua cirurgia e os exames na medida do possível.
b)  Diminuir a sensação de medo da anestesia, cirurgia, dor, morte, do desconhecido, e de destruição da auto-imagem.
c)  Orientar sobre os procedimentos e a importância da sua cooperação no pré e pós-operatório.
d)  Explicar como irá retornar da cirurgia e que a enfermagem estará presente para atendê-lo em qualquer anormalidade.
e)  Transmitir sensação de calma e confiança, e ouvir com atenção os problemas do paciente.
f) Proporcionar um ambiente calmo e tranqüilo, favorecendo o equilíbrio psicológico e o entrosamento com o ambiente hospitalar.
g)  Atender a família, explicando resumidamente a cirurgia, como o paciente retornará da SO e a importância da família em apoiá-lo nesse período.
h)  Providenciar ou dar assistência religiosa, de acordo com a religião ou solicitação do paciente.

Preparo físico: são cuidados para melhorar o esclarecimento do diagnóstico e para adequar o estado geral do paciente à cirurgia. Eles objetivam remover as possíveis fontes de infecção e preparar o paciente para a operação. 
a)  Realizar exame físico, atentando para determinadas condições que podem atuar negativamente na cirurgia. Ex. idade, outras doenças, quadro infeccioso, hipersensibilidade medicamentosa, alimentar, fatores exógenos, etc.
b)  Providenciar e preparar o paciente para os exames laboratoriais e outros exames auxiliares de diagnóstico.
c)  Controlar os SSVV.
d) Observar  o  equilíbrio  hidroeletrolítico e o estado nutricional, orientando, estimulando e administrando dietas adequadas, medicamentos, soros, etc.
e)  Ensinar exercícios respiratórios com frascos, luvas, principalmente aos  que serão submetidos à anestesia geral, cuja finalidade é prevenir complicações pulmonares após a realização da cirurgia. Normalmente, se orienta para o paciente colocar as duas mãos na parte inferior das costelas, a fim de sentir o movimento torácico, expirar completamente, inspirar profundamente pelo nariz e expulsar  todo o ar pela boca. Repetir esse exercício várias vezes. Existem pequenos aparelhos denominados expirômetros de incentivo, utilizados  para a realização de exercícios respiratórios.

f) Exercícios de tosse cujo objetivo é retirar secreções da traquéia e dos brônquios. O paciente é orientado para entrelaçar os dedos, colocando as mãos sobre o local da futura incisão, ou então usar o travesseiro para apoiar as mãos e pressionar o local.
Isto funciona como imobilização durante a tosse, eliminando a dor. Depois de pressionar o local, deve inclinar-se ligeiramente para a frente, encher os pulmões e provocar rápidas tossidelas. O exercício deve ser repetido uma ou duas vezes, tentando eliminar poss íveis secreções.
g)  Orientar o paciente referente a deambulação precoce, que consiste em pequenas caminhadas após a cirurgia, tão logo as suas condições o permitam. A deambulação precoce favorece a expansão pulmonar, a circulação de membros inferiores e estimula o peristaltismo intestinal, evitando a distensão abdominal por acúmulo de gases e conteúdo intestinal estático.
h)  Limpar a pele com banho completo no dia anterior, e no dia da cirurgia, banho corporal completo com anti-séptico degermante (ex. chlorexidina degermante).
i) Manter as unhas curtas, limpas e sem esmalte.
j) Iniciar o jejum, conforme a prescrição médica, normalmente após o jantar.
Suspende-se a ingestão de água de 8 a 10 horas antes da cirurgia. Comumente a última refeição ingerida pelo paciente antes da cirurgia contem apenas líquidos, alimentos facilmente digerível, como sopa, caldos, etc. Após essa refeição, o paciente precisa permanecer em jejum absoluto por várias horas, até o momento da cirurgia, não sendo também permitida a ingestão de líquidos (chá, suco, etc) e água.
Antes do período de jejum total, o enfermeiro estimula o paciente a manter uma boa nutrição para ajudar a suprir a dem anda aumentada de nutrientes do organismo durante o processo de cicatrização. Proteínas e ácido ascórbico (vitamina C) são particularmente importantes na cicatrização da ferida.

Pré-operatório Imediato: esta fase compreende as 24 horas que antecedem a operação.
De um modo geral, o paciente é admitido no hospital dentro desse período, com o objetivo de ser devidamente preparado para o ato c irúrgico. Esse procedimento, entretanto, pode variar de instituição para instituição, ou dependendo tipo de cirurgia ou do estado do paciente. Há casos em que o paciente interna-se com vários dias de antecedência, quando necessita de um tratamento para habilitá-lo a ser operado. Em outros casos, no entanto, a admissão se dá no mesmo dia da operação.
a)  Preparo da pele: esse procedimento tem como finalidade eliminar ao máximo a flora bacteriana que normalmente habita a pele do paciente. A área em torno da futura ferida operatória deve ser limpa de modo completo e feita a tricotomia, que significa a raspagem dos pêlos em uma região do corpo. Em vários hospitais, a tricotomia é realizada na véspera da cirurgia, à noite, muito embora seja mais indicado fazê-la até duas horas antes da cirurgia, para evitar a proliferação de germes após o preparo da pele. A rotina de limpeza da pele depende do procedimento cirúrgico e das normas do cirurgião ou da instituição. O objetivo é diminuir a quantidade de microrganismos sem comprometer a integridade cutânea.
Para uma cirurgia planejada, pode-se solicitar ao paciente que limpe a área determinada com um sabão detergente germicida durante vários dias antes do procedimento. Normalmente, os pêlos não são removidos antes da cirurgia, exceto se puderem interferir na incisão. Neste caso, os pêlos são removidos com tricotomizadores elétricos no momento da cirurgia.
b)  Preparo intestinal: para a maioria das cirurgias, principalmente as realizadas sob anestesia geral, é importante o reto estar vazio, evitando, assim, que o paciente evacue durante o ato cirúrgico. Em função do tipo de cirurgia a ser realizada, o médico irá prescrever o preparo adequado, que pode variar desde ouso de laxante até a aplicação de clister ou lavagem intestinal. Um cirurgia de intestino grosso, por exemplo, exige um preparo maior, para o órgão ficar o mais vazio e limpo possível.
Nesses casos, o laxante é administrado dias antes, mas o clister e a lavagem são feitos na véspera da operação. Já em cirurgias de pequeno porte, pode-se dispensar a execução desse preparo, desde que o paciente tenha evacuado normalmente na manhã do dia da cirurgia. Um intetino limpo permite a visualização acurada do sitio cirúgico e previne traumas intestinais ou contaminação acidetnal do peritônio por fezes. Um enema evacuador ou um laxante é prescrito para a noite que antecede a cirurgia, e pode ser repetido na manhã do dia da cirurgia. Quando uma cirurgia intestinal é programada, antibióticos também podem ser prescritos para reduzir a microbiota intestinal.
c)  Higiene geral: além do preparo local da pele, um banho completo antes da cirurgia, ajuda a evitar infecções, principalmente com uso de anti-sépticos degermantes. 
d) Retirar os esmaltes: no mínimo em uma das unhas, se for o caso, para o anestesista controlar melhor a oxigenação durante a cirurgia.
e)  Orientar o paciente deam bulante para ir ao banheiro, com o objetivo de esvaziar a
bexiga e o intestino, realização da higiene bucal adequada.
f) Fornecer  camisola  limpa e ajudar o paciente a vesti- la com a abertura para as costas, orientando-a para não colocar qualquer roupa de baixo.
g)  Pentear os cabelos do paciente e cobri-lo com gorro.
h)  Retirar próteses, lentes de contato, jóias, adornos em geral. Depois, para evitar que se percam, identificar esses objetos e entregá-los ao responsável ou encaminhar para guarda-volumes no hospital. A retirada de prótese dentária antes da anestesia para alguns pacientes em violação da privacidade, onde alguns serviços tem como rotina a retirada na SO, guardando-as para posterior devolução.
i) Conferir os exames pré-operatórios, a autorização para a operação e as radiografias
se estão junto ao prontuário médico do paciente.
j) Administrar a medicação pré-anestésica prescrita aproximadamente 30 a 60 minutos antes de encaminhar ao CC, quando prescrita. Quando o efeito da medicação estiver iniciando, o paciente deve permanecer sob observação, jamais sendo deixado sozinho, pois poderá apresentar reações adversas, como depressão respiratória ou mesmo agitação. A medicação pré-anestésica visa basicamente reduzir a ansiedade, diminuir secreções do trato respiratório e reduzir as intercorrências alérgicas.
k)  Deixar o paciente deitado, protegido com grades. Verificar, novamente, os SSVV, anotando-os no prontuário e comunicando qualquer anormalidade observada.
 
l)  Alguns hospitais usam como protocolo de rotina a SVD no período pré-operatório,
neste caso realizá-la.

Checagem Pré-operatória: A maioria dos pacientes é transportada ao centro cirúrgico numa maca. Para proporcionar privacidade, segurança e aquecimento, o enfermeiro cobre a pessoa com um lençol e fixa em torno dela os cintos de segurança. Antes do paciente deixar o quarto, o enfermeiro registra todas as informações necessárias no seu prontuário: sinais vitais, peso, medicamentos pré-operatórios administrados, procedimentos realizados, se o paciente esvaziou a bexiga, o destino de objetos valiosos e próteses dentárias, e observações pertinentes. A maioria dos hospitais ou dos serviços de cirurgia utiliza uma checagem pré-operatória para que não haja dúvida de que se realizaram todas as avaliações e procedimentos antes da cirurgia. Essa checagem geralmente envolve:
• Avaliação: inclui a pulseira de identificação de alergia; lista de medicamentos em uso atualmente, horário da última ingestão alimentar ou líquida do paciente; destino de objetos de valor, dentaduras ou próteses; remoção da maquiagem  e do esmalte para unhas; e o uso de vestimentas hospitalares.
• Medicamentos pré-operatórios: inclusiv e a via e o momento da administração.
• IV: inclusive localização, tipo de solução, velocidade de infusão.
• Preparos pré-operatórios: incluindo, quando apropriado, preparo da pele, passagem de sonda vesical de demora ou de sonda nasogástrica, horários e resultados de enemas ou duchas, uso de meias ou ataduras anti-embolismo, e horário e quantidade da última micção.
• Prontuário: inclui o consentimento cirúrgico assinado, história e exame físico, registros antigos, e resultados de exames solicitados.
• Outras informações: conforme as exigências do serviço.
• Assinatura(s): do enfermeiro e de outras pessoas envolvidas no preparo do paciente
para a cirurgia e no seu transporte para o CC.
Quando a checagem pré-operatória termina, o paciente está pronto para ser encaminhado ao CC. O pessoal do setor cirúrgico ajuda na transferência do paciente para a maca e depois para o CC ou para a área de espera.
 
PERÍODO TRANS-OPERATÓRIO (INTRA-OPERATÓRIO):

É aquele em que o paciente será submetido à uma cirurgia propriamente dita, sendo realizada na unidade de centro cirúrgico, que é dotada de uma infra-estrutura que garanta plena segurança e conforto ao paciente e a equipe de saúde. 
As funções da enfermagem abrangem a recepção do paciente no CC, organização da SO, atendimento as necessidades de saúde e segurança do paciente durante e após a cirurgia, encaminhando o paciente para a RPA, UTI ou enfermaria.


Fonte: Solução em Concursos Públicos 

Resumo - Clínica Cirúrgica - parte 2

Tempos Cirúrgicos

De modo geral, as intervenções cirúrgicas são realizadas em quatro fases ou tempos básicos e fundamentais: diérese, hemostasia, exérese e síntese. 

 Diérese:

É o rompimento da continuidade dos tecidos, ou planos anatômicos, para atingir uma região ou órgão. Pode ser classificada em mecânica ou física. 

A diérese mecânica possui alguns tipos, dentre eles:

- Punção: realizada através da introdução de uma agulha ou trocarte nos tecidos, sem, contudo, seccioná-los, com várias finalidades como drenagem de coleção líquida das cavidades ou do interior dos órgãos, colheita de fragmentos de tecidos e de líquidos para exame diagnóstico, injeção de contraste e medicamentos. 
- Secção: consiste na segmentação dos tecidos com o uso de material cortante, como tesouras, serras, lâminas ou bisturi elétrico. 
- Divulsão: realizada através do afastamento dos tecidos nos planos anatômicos com tesouras de bordas rombas, tentacânulas ou afastadores. 
- Curetagem: consiste na raspagem de superfície de um órgão com auxílio de cureta. 
- Dilatação: realizada com a finalidade de aumentar a luz de um órgão tubular. 

Já a diérese física pode ser classificada em:

- Térmica: realizada com o uso de calor, cuja fonte é a energia elétrica, por intermédio do bisturi elétrico.
 - Crioterapia: consiste no resfriamento intenso e repentino da área em que vai ser realizada a intervenção cirúrgica. Normalmente é utilizado o nitrogênio liquefeito por ser uma substância criogênica potente. 
- Raio laser: o aparelho de raio laser consiste em um bisturi que emprega um feixe de radiação infravermelha de alta intensidade. Os sistemas laser podem ser obtidos com materiais em estado sólido, líquido e gasoso. Existem vários sistemas laser, mas o mais utilizado na cirurgia é o laser de dióxido de carbono (CO2). 

  Hemostasia:

É o processo que consiste em impedir, deter ou prevenir o sangramento, pode ser feito simultâneo ou individualmente por meio de pinçamento e ligadura de vasos, eletrocoagulação ou compressão. Na realidade a hemostasia começa antes da cirurgia, quando se realizam, no pré-operatório imediato, os exames de tempo de coagulação e dosagem de pró-trombina.

Pode ser classificada em:

- Preventiva: hemostasia que pode ser medicamentosa e cirúrgic a. A hemostasia medicamentosa é baseada nos exames laboratoriais pré-operatórios, enquanto a cirúrgica é realizada com a finalidade de interromper a circulação durante o ato operatório, temporária ou definitiva. 
- Urgência: hemostasia realizada quase sempre em condições não favoráveis e com material muitas vezes improvisado, como, por exemplo, compressão digital, garrotes e torniquetes. 
- Curativa: consiste na hemostasia realizada durante a intervenção cirúrgica e pode ser medicamentosa (drogas que diminuem o sangramento por vasoconstrição), mecânica (compressão e esponjas sintéticas), física (bisturi) ou biológica (absorventes). 

  Exérese:

Também denominada “cirurgia propriamente dita”. Possui caráter curativo, paliativo, estético/corretivo, diagnóstico.


  Síntese:

É a união de tecidos, que será mais perfeita quanto mais anatômica for a separação, para facilitar o processo de cicatrização e restabelecer a continuidade tecidual por primeira intenção. Pode ser realizada da seguinte forma:

- Cruenta: a união de tecidos é realizada por meio de instrumentos apropriados com agulhas de sutura e fios cirúrgicos permanentes ou removíveis. 
- Incruenta: consiste na aproximação dos tecidos com auxílio de gesso, adesivos (esparadrapos) ou ataduras. 
- Completa: a união ou aproximação dos tecidos, realizada em toda a extensão da incisão cirúrgica. 
- Incompleta: consiste na aproximação incompleta em toda a extensão da ferida em conseqüência da colocação de dreno em determinado local da incisão cirúrgica. 
- Imediata: ocorre imediatamente após a segmentação deles por traumatismos. 
- Mediata: Consiste na união dos tecidos após algum tempo depois do rompimento da continuidade ou contigüidade deles.  

sábado, 13 de julho de 2013

Resumo de Clínica Cirúrgica - parte 1

CLASSIFICAÇÃO CIRÚRGICA

            Nos Centros Cirúrgicos, sob o ponto de vista de enfermagem, não cabe uma classificação de pacientes, conforme os mesmos princípios dos adotados nas Unidades de Internação, isto é, segundo o tipo de cuidado que o paciente requer da equipe de enfermagem, (intensivo, semi-intensivo, intermediário e mínimo).
            Na unidade de Centro Cirúrgico pode ser feita uma primeira classificação do procedimento cirúrgico, dado pela urgência cirúrgica que este procedimento requer (Silva; Rodrigues; Cezareti, 1982):

·         Eletiva: tratamento cirúrgico proposto, mas cuja realização pode aguardar ocasião mais propícia, ou seja, pode ser programado. Exemplificando: (Mamoplastia);
·         Urgente: tratamento cirúrgico que requer pronta atenção, deverá ser realizado dentro de 24 a 48 horas. Exemplificando: (Apendicectomia);
·         Emergência: tratamento cirúrgico que requer atenção imediata, por se tratar de uma situação crítica "salvar a vida". Exemplificando: (Ferimento precordial por arma de fogo).

            As cirurgias também podem ser classificadas em pequeno, médio e grande porte, segundo o risco cardiológico, ou seja, a probabilidade de perda de fluido e sangue durante a realização da mesma (Eagle, 1996):

·         Grande porte: cirurgias com grande probabilidade de perda de fluido e sangue. Exemplificando: cirurgias de emergências (ferimento na região precordial), cirurgias vasculares arteriais (correção de aneurisma aorta abdominal).
·         Médio porte: cirurgias com média probabilidade de perda de fluido e sangue. Exemplificando: vascular (endarterectomia de carótida), cabeça e pescoço (ressecção de carcinoma espino celular), ortopedia (prótese de quadril), urologia (ressecção transuretral de próstata), neurologia (ressecção de aneurisma cerebral).
·         Pequeno porte: cirurgias com pequena probabilidade de perda de fluido e sangue. Exemplificando: otorrinolaringologia (timpanoplastia), plástica (mamoplastia), endoscopia (endoscopia digestiva), oftalmologia (vitrectomia).

Outra forma de classificar as cirurgias é considerando o tempo de duração do ato cirúrgico.

·      Pequeno porte: cirurgias cujo tempo de duração encontra-se no intervalo de 0 a uma hora. Exemplificando: Facectomia;
·      Médio porte: cirurgias cujo tempo de duração encontra-se no intervalo acima de 1 hora até 2 horas. Exemplificando: Colecistectomia;
·      Grande porte: cirurgias cujo tempo de duração encontra-se no intervalo acima de 2 horas. Exemplificando: Gastrectomia.

            Esse tipo de classificação é normalmente utilizado, porém não existe embasamento teórico, portanto, tornando-se subjetivo.

Brasil (1992) classifica as cirurgias segundo o potencial de contaminação, permitindo ao cirurgião tomar conduta durante o procedimento, como a colocação ou não de drenos e após o procedimento a terapêutica medicamentosa a ser tomada com relação à prescrição ou não de antibióticos. São as seguintes:


·         Limpa: são realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local, ou falhas técnicas grosseiras. Exemplificando: Mamoplastia;
·         Potencialmente contaminadas: são realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório, e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Exemplificando: Gastrectomia;
·         Contaminada: são realizadas em tecidos abertos e recentemente traumatizados, colonizados por flora bacteriana abundante, de descontaminação difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenha ocorrido: falha técnica grosseira, na ausências de supuração local; presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção. Exemplificando: Hemicolectomia;
·         Infectada: são todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão em presença de processo infeccioso (supuração local), tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja. Exemplificando: Nefrectomia com coleção de pus.

·         LIMPAS: 1 a 5%
·         POTENCIALMENTE CONTAMINADADAS: 3 a 11%
·         CONTAMINADAS: 10 a 17%
·         INFECTADAS: maior que 27%
            Outra classificação da cirurgia segundo a finalidade do tratamento cirúrgico: (Silva, Rodrigues, Cezareti, 1982):
·         Paliativo: tratamento cirúrgico que visa compensar os distúrbios para melhorar as condições do paciente ou aliviar sua dor. Exemplificando: Vagotomia;
·         Radical: tratamento cirúrgico do qual se faz a remoção parcial ou total do órgão. Exemplificando: Gastrectomia total;
·         Plástico: tratamento cirúrgico realizado com a finalidade estética ou corretiva. Exemplificando: Mamoplastia.

            Para a Associação Médica Brasileira (AMB) (1999), as cirurgias são classificados de porte 0 a 8, sendo o porte zero, procedimento com anestesia local e à medida que se utiliza a classificação em ordem crescente, existe também crescimento da complexidade anestésica e concomitantemente o crescimento da complexidade cirúrgica. Portanto, trata-se de uma classificação com finalidade de cobrança do convênio e SUS, principalmente, dos honorários médicos (anestesia e cirurgião), do instrumentador e da utilização de sala de operação.

Outro critério para a classificação cirúrgica segundo o tempo de utilização da Sala de Operação (Instrução de Serviço n.º 61, 1996, ICHC*) a saber:
·         Cirurgias de porte I: cirurgias cujo tempo de duração encontra-se no intervalo de 0 a 2 horas. Exemplificando: Timpanoplastia;
·         Cirurgias porte II: cirurgias cujo tempo de duração encontra-se no intervalo acima de 2 horas até 4 horas. Exemplificando: Colecistectomia;
·         Cirurgias porte III: cirurgias cujo tempo de duração encontra-se no intervalo acima de 4 horas até 6 horas. Exemplificando: Gastrectomia;
·         Cirurgias porte IV: cirurgias cujo tempo de duração encontra-se no intervalo acima de 6 horas. Exemplificando: Transplante de Fígado.

            Essa divisão nesses intervalos de tempo é puramente arbitrária, podendo ser tomado outro tipo de intervalo e também designá-los por outros nomes. O importante aqui é categorizar o tempo de duração das cirurgias dentro do intervalo de classe.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1- Associação Médica Brasileira - AMB. Lista de procedimentos médicos - valores referenciais, 1999. Brasília, 1999.

2- Brasil. Ministério da Saúde. Portaria n. 930, 27 de agosto de 1992. Classificação das cirurgias por potencial de contaminação. Brasília, 1992.

Exercício de Fixação

01. O hormônio responsável pela preservação da gravidez e algumas mudanças no organismo materno é:
A.   Estrogênio
B.   Aldosterona
C.   Progesterona
D.   Gonadotropina
E.   Testosterona

02. A duração da gravidez a termo, em semanas, é igual a:
A.   10 a 25
B.   20 a 30
C.   30 a 37
D.   38 a 42

E.   42 a 45 

03. Os gametas feminino e masculino são chamados, respectivamente:
A.   Ovário e espermatozóide
B.   Ovário e testículo
C.   Óvulo e espermatozóide
D.   Óvulo e trompa de Falópio
E.   Trompa de Falópio e saco escrotal 

04. O diafragma pode permanecer no útero, no máximo, por:
 A.   6 horas
B.   12 horas
C.   18 horas
D.   24 horas
E.   48 horas 

05. Nas vaginites e cervicites, o sintoma mais comum é:
 A.   Dispareunia
B.   Prurido vulvar
C.   Dor hipogástrica
D.   Sinusorragia
E. Leucorréia 

resposta
1 - C, 2 - D,
3 - C, 4 - A
5 - B