segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Ministério da Saúde propõe novo tratamento para hepatite C
Novos medicamentos garantem percentual maior de cura, tempo reduzido de tratamento (12 semanas) e a vantagem do uso oral. Medicamentos devem passar pela Anvisa e Conitec


O Ministério da Saúde propõe a incorporação de novos medicamentos para o tratamento de pacientes com hepatite C. A decisão é resultado do consenso de especialistas, que avaliaram os medicamentos sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir. As evidências científicas apontam que os novos medicamentos apresentam um percentual maior de cura, tempo reduzido de tratamento (12 semanas) e a vantagem do uso oral. A aprovação definitiva para o uso no SUS, no entanto, dependerá da avaliação pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) e da finalização do processo de registro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O país será um dos primeiros a adotar essa nova tecnologia na rede de saúde pública.



Por solicitação do Ministério da Saúde, a Anvisa está priorizando a análise do registro de dois deles, o Sofosbuvir e o Daclatasvir. O terceiro, o simperevir, já está em processo de análise pela agência. O Ministério da Saúde solicita prioridade quando o medicamento apresenta interesse estratégico para o SUS, por se tratar de tecnologia inovadora que proporciona benefícios aos pacientes. Paralelamente a esse processo, os medicamentos também estão sendo analisados pela Conitec. Para que seja incorporado, os medicamentos devem obedecer às regras da Comissão, que garantem a proteção do cidadão quanto ao uso e eficácia do medicamento, por meio da comprovação da evidência clínica consolidada e o custo-efetividade dos produtos. Depois de registrados na Anvisa e concluída a aprovação pela Conitec, a  estimativa é que os novos medicamentos beneficiem cerca de 60 mil pacientes do SUS, nos próximos dois anos.



A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). A transmissão se dá, dentre outras formas, por meio de  transfusão de sangue, compartilhamento de material para uso de drogas, objetos de higiene pessoal como lâminas de barbear e depilar, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam na confecção de tatuagem e colocação de piercings. Estima-se que até 3% da população mundial pode ter tido infecção por esse vírus, o que corresponde a 185 milhões de pessoas. No Brasil, entre 1,4 a 1,7 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus, principalmente entre os maiores de 45 anos. Vale ressaltar que as medidas de proteção, que hoje são adotadas para transfusões de sangue e uso de injeções, não existiam nas décadas anteriores aos anos 1990.



TRATAMENTOS – Em 2013, o Ministério da Saúde incorporou novos medicamentos considerados de ponta para o tratamento da hepatite C. Os primeiros antivirais de ação direta disponíveis no SUS são o boceprevir (BOC) e o telaprevir (TVR), que pertencem à classe dos inibidores da protease (IP). Esses medicamentos são distribuídos exclusivamente para determinados pacientes em caso mais graves. Anualmente, em torno de 15 mil pessoas são tratadas para a hepatite C no SUS.



para O Brasil é um dos únicos países em desenvolvimento no mundo que oferece prevenção, diagnóstico e tratamento universal para as hepatites virais, em sistemas públicos e gratuitos de saúde. A definição do tipo de tratamento a ser seguido pelo paciente é feita pelo médico de acordo com o estágio da doença e as características de cada paciente.



Desde 2011, o Ministério da Saúde também distribui testes rápidos usados em mobilizações e campanhas, além dos testes tradicionais. Em 2013, foram distribuídos cerca de 1,1 milhão de testes rápidos para hepatite C em todo o país. Apenas nos nove primeiros meses deste ano, já foram distribuídos mais de 1,4 milhão de testes rápidos de hepatite C para todo o país.

Fonte ; MS

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Roteiro para Consulta de Enfermagem

Roteiro para Consulta de Enfermagem

1. Dados biográficos: idade, estada civil, profissão, estudou até que série estuda, trabalha em que, aposentado, reside em casa ou apartamento, com quem?

2. HPP: doenças infância, adolescência, quando adulto;

3. HDA: sintomas que sentiu, quando iniciou?

4. AMF: Pai, Mãe, irmãos, avós, tios tem algum problema de saúde? Como: HAS, DIA, Câncer...

5. HG: menarca, coitarca, menopausa? DUM? Sente cólica, algum desconforto?

6. Quando fez o último preventivo? Já fez mamografia? Qdo? Res?

7. HO: Gesta: --- Para--- Aborto--- Parto normal ou cesáreo. Hospitalar ou domiciliar? Quantos homens e mulheres;

8. Sexualidade: ativa ou não? Sente bem com o parceiro, usa algum método contraceptivo? Qual?

9. Já foi hospitalizado por algum motivo? Qual? Tem alergia a algum medicamento, ou alimento ou produto?


10. Quais os medicamentos que você usa? Quando fez os últimos exames? Cartão de Vacina está atualizado? 

11. Vícios: fuma, bebe, gosta de jogos...

12. Alimentação: café da manhã o que tem hábito de ingerir? 9h; almoço, café da tarde, jantar? Como é sua alimentação? Muito sal, gordura? Usa açúcar ou adoçante, quem prepara? 

13. Hidratação quanto ingere de líquido ao dia? Ingere mais água, suco, refrigerante, leite, chás, café... 

14. Sono e repouso: dorme bem à noite, acorda várias vezes, tem insônia, dorme durante o dia?

15. Hábitos de Higiene: banhos frios, quentes, mornos? Escova os dentes quantas vezes ao dia? Usa prótese; Quando foi ao dentista a última vez?

16. Diurese: normal, refere algum desconforto? 

17. Eliminação intestinal: é constipado, bom funcionamento intestinal?

18. Tem alguma crença religiosa? Qual? Freqüenta regulamente? 

19. O que gosta de fazer nos momentos de lazer?Faz algum trabalho manual? 

20. Tem costume de dividir suas preocupações ou problemas com alguém?Quem...

21. Atividade física? Qual tem o hábito de praticar; Quantas vezes por semana? Quanto tempo?

22. Qual ou quais os problemas que mais te preocupam no momento? Quer falar?

Exame físico: 
• Sinais vitais: PA, FC, Respiração... 
• Peso; Estatura; cintura, quadril, IMC; RCQ, estratificar o risco se está alterado ou não; Glicemia capilar; 
• Observar; estado geral, estado de consciência, mucosas, cabeça, ouvido, nariz, olhos, cavidade oral, presença ou não de gânglios, tireóide 
• Pele, tórax, ausculta pulmonar, cardíaca, mamas, abdome, MMII; 
• Pés: temperatura, presença de leões, deformações, unhas, micoses, pele, presença de calos ou área de hiperqueratose, higiene, uso adequado de sapatos, corte das unhas, hidratação. Consegue-se examinar os pés;
• Observar: sensibilidade álgica com monofilamento; térmica com algodão seco e éter, dolorosa com palito e vibratória com diapasão, observar força muscular, pulsos tibial e pedial; 
• Caso exame ginecológico: genitália; vulva, vagina, períneo, exame especular; 
• Diagnóstico de Enfermagem 
• Prescrição de Enfermagem; 
• Solicitação de exames se necessário; medicamentos de uso regular e encaminhamentos se necessário;